domingo, janeiro 14, 2007

Monstros Electrónicos

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Se me amas
Se me queres
Não procures aquilo que
Não há em mim


Tim



Hoje é em balde de champanhe prata a soar o Ring Ding do telefone móvel que a convenço a surripiar essa sua vontade autenticada de sair com o Anjo, que em tela, lhe promete pastilhas Gorila e rebuçados. Menina dos Fósforos, menina de fogo a quem já baralhei o intelecto e as boas acções pois sou bombeiro e quero a sua mão. Mas tenho fé, ela já consegue ver tudo o que eu vejo, sentir tudo o que eu sinto, até gosta de Simply Red e consome Live in London. Afinal outro artista, o Gandhi, suspirava: a força não provém da capacidade física e sim de uma vontade indomável. Eu convenço até o Papa a votar SIM e a esquecer-se dessa comparação macabra do aborto ao terrorismo que é o mesmo que “comparar um cú dum burro com a feira de Castro” bem vincado por um comentarista de rádio. Moët & Chandon para as badaladas palavras em copo de shot engodado à porta do teatro inglês na Estrela. A peça Seven Reaseans Why. Sorvo verbos e antevejo as razões. Preferir, escolher, gostar, desejar, apreciar, dislumbrar e desaparecer. Consagrada encontra-se a promessa de a ouvir ler as mais belas e líricas histórias mastigando umas pretas Oreo no sofá. E fui eu a propôr. Ela ficou maravilhada. No shaker 1001 sms de beijinhos e estrelinhas. Espreita-me o jejum mental de amor. Não me venham cá com os homens das cantigas do Carreira que sofrem por paixão que isso é o mesmo que ir aos perdidos e achados dos transportes públicos à procura da dentadura, ter que experimentar uma e descobrir que não é aquela. Bahhh. Dispo-me lânguido e ansioso, tenho que apagar um fogo, este compasso de espera e o surto até que a morte nos separe. Na verdade vamos só passar umas horas na roda gigante do amor e depois: levanta-te, veste-te que eu tenho muitas coisas para fazer. Hi5, Orkut, Facebox, Zorpia, comboios de sonhos onde já estou moldado e sou um príncipe, um médico, um engenheiro, um advogado, um escritor ou até um eu mesmo, na minha dupla personalidade, para parecer entrar numa relação perfeita. De seguida Personal Computer, conversas à velocidade contratada, um telefonema e a voz. O isco mordaz no amor à primeira vista como se isso pescasse alguma coisa. Não estou armado, és a mais bela, entra no meu carro e vamos fazer o Lisboa Dakar. E já está... Com a Menina do Mar foi a mesma coisa, servi-lhe um long drink de mimos importados da China, prometi crianças, palhaços e corri a pôr um adesivo para deixar de fumar. Não, desculpem, aqui colas só para deixar de amar. E filhos, ela que vá ao banco de esperma de génios. Não mordo berços, nem ensaio birras de putos. Mas isso não se diz. Convencia-a de que a distância era comestível. Um gajo sem estudos, mas duma crónica que escala montanhas. Precursor de vida até ao topo. No fundo, no fundo não tenho pastilhas Gorila, só umas Pirata tiradas do baú da avozinha lá das Caraíbas. A Menina disse que morreu, mas afinal, e bem vistas as coisas, foi apenas um sonho mau e sonhar com morte significa saúde. Tudo passa. E eu... Eu tenho um charme irresistível, sou um rebelde, mas tenho uma causa, é aliciar, provocar, seduzir e pecar. Olhar para a balança e ficar desesperado, mhm, mhm... Amanhã volto a comer fruta. Pois só penso limão e falo laranja.




NOTAS

Após esta reflexão, e não fugindo ao tema principal que me traz aqui hoje, respondo ao desafio que a Marta do Minha Página me dirigiu em comentário no post anterior e aqui.



BAR

Hoje sirvo um shot After Eight

Ingredientes:
- Chocolate preto
- Licor de Menta
- Vodka

Preparação:
Num copo de shot introduza, até meio, licor de menta, depois, quase até cima, vodka. Entretanto derreta 2 quadrados de chocolate de culinária e verta até encher o copo.